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quarta-feira, 7 de julho de 2010

Principais tipo de embarcações

Dentre as principais embarcações, podemos destacar :
  • CARGUEIRO (Cargo Ship) , o mesmo que Navio de Carga.

  • CATAMARÃ (Catamaran) , embarcação caracterizada por possuir dois cascos inteiramente distintos até o convés principal, o qual é comum a ambos e serve para uni-los.

  • VELEIRO, embarcação movida a força do vento.

  • CHATA (Barge) , embarcação com ou sem propulsão própria, com fundo chato, destinada ao transporte de granéis líquidos ou secos. Quando sem propulsão seu movimento é provido por um Rebocador ou Empurrador.

  • CONTRA TORPEDEIRO (Destroyer) , navio de combate de alta velocidade, grande mobilidade, tamanho moderado, pequena autonomia e proteção estrutural nula, cujo armamento principal é normalmente constituído de torpedos.

  • CORVETA (Corvette), navio de combate de 500 a 1.100 toneladas de deslocamento, boa mobilidade e velocidade moderada, destinada à patrulha anti-submarina, podendo fazer escolta de comboios em substituição ao Contra Torpedeiro-Escolta.

  • CRUZADOR (Cruiser), navio de combate de tamanho médio, grande velocidade, proteção moderada, grande raio de ação, boa mobilidade e armamento de calibre médio e tiro rápido, destinado a efetuar explorações, coberturas, escolta de comboios (contra ataques de superfície), guerra.

  • DRAGA (Dredger) ,embarcação apropriada para retirar material do fundo, em águas pouco profundas. Normalmente utilizada no interior ou na proximidade dos portos para aumentar a profundidade dos canais de acesso ou das bacias de evolução.

  • EMPURRADOR (Pusher Tug) , pequeno navio de grande robustez e alta potência, dispondo de uma proa de forma e construção especiais, destinado a empurrar uma Barcaça ou conjunto de Barcaças, que formam um comboio. Cf. Rebocador.

  • FRAGATA (Frigate), navio de combate de emprego semelhante ao do Contra Torpedeiro sendo, porém, de maior porte e, normalmente, dotado com mísseis entre as suas armas.

  • GRANELEIRO (Bulk Carrier) , o mesmo que Navio Graneleiro.

  • GUARDA-COSTA (Coast Defense Ship), embarcação dotada de alta velocidade e grande mobilidade, destinada a patrulhar águas costeiras.

  • NAVIO DE CARGA (Cargo Ship) , navio mercante destinado exclusiva ou principalmente ao transporte de mercadorias e cargas, podendo transportar, no máximo 12 passageiros. Cf. Navio Misto.

  • NAVIO CARVOEIRO (Coaler), navio apropriado, ou simplesmente usado, para transportar carvão a granel. O mesmo que Carvoeiro.

  • NAVIO DE COMBATE (Warship), navio de guerra destinado a executar missões de combate.

  • NAVIO-ESCOLA (Training Ship), navio destinado a prover treinamento a futuros tripulantes de navios de guerra ou mercantes.

  • NAVIO PESQUEIRO (Fishing Vessel), navio especialmente aparelhado para a pesca em alto mar, podendo ou não ser dotado de câmara frigorífica para conservação do pescado. O mesmo que Navio de Pesca e Pesqueiro.

  • NAVIO PETROLEIRO (Oil Tanker), navio de construção especial adequado ao transporte de petróleo bruto ou refinado. O mesmo que Petroleiro.

  • NAVIO-TANQUE (Tanker) , navio de construção especial, adequada ao transporte de carga líquida, que pode ser petróleo bruto, óleo combustível, gasolina, vinho, óleo comestível, etc.

  • REBOCADOR (Tug, Tugboat) , pequeno navio de grande robustez, alta potência de máquina e boa mobilidade, destinado a rebocar outras embarcações.

  • SUBMARINO (Submarine), navio de guerra destinado a operar submerso.

  • TRANSATLÂNTICO , navio de passageiro de grande porte e sofisticado. Pondendo atuar no próprio país ou interligando outros.

  • NAVIO PORTA-CONTÊINER, navio porta-contêiner – Navio para transporte de cargas em contêineres. Pode ser um full container, ou seja, transportar somente carga em containers, ou misto, transportando granéis em seus porões.

  • Dentre outros;

Estas são as principais embarcações que podem ser citadas e também facilmente encontradas no Brasil.

"Guia Naval, aqui se constrói uma amizade".

quinta-feira, 1 de julho de 2010

Processos de construção : Strip-Planking


Este é o método mais econômico de construir um casco. Para quem quiser fazer um bom barco, robusto e durável de uma forma rápida e barata este sistema é imbatível.
O processo consiste no seguinte:
Fabricam-se seções com a forma do casco (balizas quando temporárias, cavernas e anteparas quando permanentes);
Preparam-se ripas estreitas nas quais são

tupiados um cavado e um abaulado como se fossem um macho e fêmea. Estas ripas são os chamados strips;
Em seguida prepara-se a quilha de madeira moldada, a roda de proa e o trincaniz (peça de madeira de reforço entre convés e costado) que são fixados sobre cavernas, anteparas e (ou) balizas;
Após isso é feito o revestimento com os strips. Estes são pregados e colados um ao outro assim como à estrutura, sendo apenas pregados provisoriamente às balizas, pois estas serão retiradas depois;
Finalmente o casco é lixado e impregnado com duas mãos de resina epoxy, por dentro e por fora, para a saturação da superfície da madeira. Algumas pessoas preferem aplicar externamente o epoxy reforçado com uma camada fina de tecido de vidro. Essa camada de tecido fino dá maior proteção no caso do casco raspar numa pedra ou beirada de cais.

O processo strip-planking requer que as ripas sejam emendadas em juntas chanfradas para que fiquem com o comprimento necessário. É difícil encontrar madeira com mais de 5 metros de comprimento. O processo requer também bastante cuidado na colagem e na saturação com resina epoxy.
Tomados estes cuidado o casco de strip-plank está pronto para a pintura e uma longa vida praticamente sem manutenção.
Em cascos de strip-plank a melhor solução para o convés é o sistema ply-glass explicado anteriormente.


Fonte : www.yachtdesign.com.br

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quarta-feira, 30 de junho de 2010

Processos de Construção : Ply-Glass



Este é um dos processos mais interessantes para a construção amadora. A qualidade do barco final é insuperável, não há perda de modelos, o sistema é fácil de executar, obtendo-se um bom isolamento térmico e um peso reduzido para a rigidez alcançada. Pode-se dizer que pelo lado menos positivo tenha-se a limitação de não se poder fazer cascos redondos. Os barcos em ply-glass devem ser do tipo facetado, ou seja, em corte transversal o casco não é arredondado, mas sim tem uma forma poligonal em que os cantos são chamados "chines" (pronuncia-se chaines). Para alguns, os barcos desse tipo com um ou mais chines (neste caso chamados de multichines), não são tão bonitos quanto os cascos de formas redondas. Isto é uma questão de gosto, mas alguns barcos multichines, quando bem desenhados e bem construídos podem ficar excepcionalmente atraentes.
Além do controvertido fator estético, a construção em ply-glass apresenta uma dificuldade de ordem prática. O barco é construído em madeira compensada e depois revestido com resina reforçada com fibra de vidro. Este revestimento é fácil de ser aplicado e dá um resultado excelente como material de reforço e isolamento. O problema é lixar a superfície externa uma vez que a fibra de vidro é muito dura e o pó da lixagem ao entrar nos poros da pele costuma causar coceiras.
Esse inconveniente é inevitável e, quem quiser ter um bom barco com um bom acabamento deve estar preparado para alguns dias de sacrifício, e superar esta etapa.
O processo se resume no seguinte:
Após a fabricação em bancada da estrutura transversal, ou seja, cavernas e anteparas, estas são fixadas em pé sobre uma base (picadeiro) e unidas por peças de madeira longitudinais (quilha, chines, etc.) Sobre esta estrutura é pregado e colado com epoxy compensado naval relativamente fino, o que representa um trabalho bem fácil de ser executado. Uma vez todo coberto o casco com compensado, são aplicadas várias camadas de fibra de vidro saturadas com resina (poliester ou epoxy). Uma vez curada a resina é então feita aquela lixagem externa para que o casco possa ser pintado. Para o convés repete-se a operação, sobrepondo por uns 50 mm à laminação do costado. Internamente o compensado e toda a estrutura devem ser saturados com duas mãos de resina epoxy para impermeabilização, garantindo desta forma uma imensa durabilidade. A madeira saturada com epoxy se petrifica em sua superfície, eliminando a possibilidade de instalação de fungos. Um bom exemplo da excepcional qualidade do processo é o veleiro Multichine 23 de nome "Caso Sério". Construído em 1980 e muito bem usado durante todos estes anos ainda hoje está em estado de novo, sem uma gota d'água sob os paineiros e quando se faz um furo para a instalação de algum equipamento novo ainda se sente o aroma da madeira virgem. A maioria dos barcos de série de fibra de vidro de mesma idade já está em mal estado, enquanto que o "Caso Sério" parece um barco novo. O próximo barco de Roberto Barros com o qual ele e sua esposa Eileen pretendem viajar para o Pacífico Sul é construído por esse processo. O objetivo da escolha foi construir um barco para uso intensivo praticamente isento de manutenção e capaz de durar algumas dezenas de anos sem envelhecer. Existem algumas falácias insistentemente repetidas que precisam ser desmistificadas.
  1. A madeira tem que respirar, logo não se deve saturar o interior do barco para evitar apodrecimento. Conceito totalmente errado. A madeira não respira. O que respira e precisa de umidade para se proliferar é o fungo que se aloja nela. A saturação com resina epoxy impede o apodrecimento e torna a madeira um dos materiais mais duráveis que se possa utilizar na construção de embarcações.
  2. Não se deve encapsular madeira com fibra de vidro pois não há aderência entre os dois materiais. Conceito parcialmente errado. A madeira maciça absorve vapor d'água quando a umidade relativa do ar está alta e perde vapor d'água em dias secos aumentando e diminuindo suas dimensões transversais neste processo. Longitudinalmente quase não há variações de dimensionamento. Quando a madeira é totalmente encapsulada ela não troca mais umidade com a atmosfera e consequentemente mantém estabilidade dimensional. Compensado naval, por sua construção com fibras perpendiculares é dimensionalmente estável e pode ser revestido com fibra de vidro com segurança. O processo ply-glass pressupõe que a espessura da fibra de vidro seja em torno de um terço da do compensado, se a resina utilizada for poliester para a saturação da fibra de vidro. No caso de resina epoxy a laminação poderia ser mais fina, todavia nos barcos de ply-glass a fibra de vidro tem função estrutural e não pode ser diminuída excessivamente. O processo ply-glass pressupõe obrigatoriamente a saturação interna do barco com duas mãos de resina epoxy.


A construção em ply-glass, considerando-se a alta qualidade do barco concluído e sua longa durabilidade com mínima manutenção é um dos processos mais interessantes, para quem quer ter a certeza de construir um bom barco.

Fonte : www.yachtdesign.com.br/01_portugues/construcao.htm

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